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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Como tudo começou...



Como tudo começou?

O homem conheceu o processo de fermentação há mais de 10.000 anos, devido ao contato da água com cereal que posteriormente sofreu fermentação, gerando álcool.
A primeira prova arqueológica referente à produção de cerveja vem da Suméria, que teriam percebido que a massa do pão, quando molhada, fermentava, assim imagina-se o surgimento de uma forma "primitiva" da cerveja, o famoso "pão líquido". Tudo isto data por volta de 6.000 A.C.
Por algum tempo os gregos e romanos passaram a dar preferência ao vinho, e a cerveja tornou-se a bebida das classes menos favorecidas, especialmente nas regiões sob domínio romano, e principalmente, entre germanos e gauleses. Foram os romanos que começaram a usar a denominação cervesia para a bebida, em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.
Foi na Idade Média que a cerveja ganhou o sabor característico da que consumimos hoje. Os gauleses passaram a fabricá-la com malte, e os monges descobriram o lúpulo como conservante natural.
Louis Pasteur, cientista francês, descobriu microorganismos responsáveis pela deterioração do produto e que poderiam estar no ar, na água e nos equipamentos. Graças a esse princípio fundamental, limpeza e higiene tornaram-se fundamentais dentro de uma cervejaria. O nome de Louis Pasteur é lembrado através do termo "pasteurização", método pelo qual os microorganismos são inativados através do calor.
Na América do Sul - séculos antes da chegada dos europeus - os incas já apreciavam uma bebida similar à cerveja.
Existem registros históricos de leis sobre a cerveja no mundo. Em 1.770 a.C. o Código de Hamurabi, da Babilônia – o mais antigo código de leis conhecido - já previa punição com pena de morte àqueles que diluíssem a cerveja que vendiam. Papiros egípcios, datados de 1.300 a.C., também fazem referência ao regulamento da venda de cerveja.
Na idade Média, a cerveja foi usada como mercadoria de comércio e como moeda para pagamento de impostos.
A Lei Alemã de Pureza - Reinheitsgebot (pronuncia-se ráin-rráits-gue-bôt, tudo junto)
- é o mais antigo código de alimentos do mundo. Foi instituída em 1516 pelo duque Guilherme IV, da Baviera, com o objetivo de regulamentar o processo de manufatura da cerveja. A Lei Alemã de Pureza estabelece que os únicos elementos aceitos na fabricação de cerveja são: água, malte, lúpulo e levedura.
No Brasil a cerveja demorou a chegar, impedida pelos portugueses, que temiam perder o mercado de seus famosos vinhos. Somente em 1808, a cerveja foi trazida pela Família Real, de mudança para a nova colônia – apenas porque o Rei não podia ficar sem sua bebida predileta. Com a abertura dos portos às nações amigas, a Inglaterra foi a primeira a introduzir a cerveja na colônia.
A bebida consumida pelos brasileiros era a gengibirra, produzida com farinha de milho, gengibre, casca de limão e água. Em outra versão, a caramuru – mistura de milho, gengibre, açúcar mascavo e água, fermentava durante uma semana. Em 1836 o Jornal do Comércio, do Rio de janeiro, dá a primeira notícia sobre fabricação comercial de cerveja no Brasil.

Escolas cervejeiras e suas tradições:

Escola Belga – É a mais livre e criativa de todas, além de produzir cervejas nos estilos clássicos, a Bélgica produz cervejas que levam frutas, cascas de frutas, sementes, temperos, condimentos e especiarias na sua composição em diversos casos.
Escola Alemã – É a mais tradicional de todas as escolas e determina segundo a Reinheitsgebot
que somente água, malte, lúpulo e levedura podem ser utilizadas na fabricação da cerveja.  
Escola Inglesa/Irlandesa – Em geral, não há uma espeficação de ingredientes ou normas a seguir, existem sim estilos muito característicos da escola inglesa/Irlandesa e elas são famosas por serem Ales de baixa carbonatação, espuma de bolhas grandes, normalmente mais alcoolicas e mais amargas, ou seja, mais lúpuladas.
Escola Americana- Em principio é uma escola baseada no volume de produção, daí as american light lager tipo Skol, Brahma, entre outras, as americanas Muller, Budweiser entre outras, e na grande adição de lúpulos cítricos, como nas american IPA.

Maiores Produtores
1º - China
2º - Estados Unidos
3º - Brasil
4º - Rússia
5º - Alemanha

Países que mais consomem
1º Lugar - República Tcheca - 165L/Hab.
2º Lugar - Irlanda - 155L/Hab.
3º Lugar - Alemanha - 119L/Hab.
4º Lugar - Inglaterra - 97L/Hab.
5º Lugar - Áustria - 95L/Hab.
6º Lugar - Bélgica - 92L/Hab.

29º Lugar - Brasil - 47L/Hab.

Aleña Bier por Abel Netto.

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