Como
tudo começou?
O homem conheceu o processo de fermentação há
mais de 10.000 anos, devido ao contato da água com cereal que posteriormente
sofreu fermentação, gerando álcool.
A primeira prova arqueológica referente à
produção de cerveja vem da Suméria, que teriam percebido que a massa do
pão, quando molhada, fermentava, assim imagina-se o surgimento de uma forma
"primitiva" da cerveja, o famoso "pão líquido". Tudo isto
data por volta de 6.000 A.C.
Por algum tempo os gregos e romanos passaram a dar
preferência ao vinho, e a cerveja tornou-se a bebida das classes menos
favorecidas, especialmente nas regiões sob domínio romano, e principalmente,
entre germanos e gauleses. Foram os romanos que começaram a usar a denominação
cervesia para a bebida, em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da
fertilidade.
Foi na Idade Média que a cerveja ganhou o sabor característico da
que consumimos hoje. Os gauleses passaram a fabricá-la com malte, e os monges
descobriram o lúpulo como conservante natural.
Louis Pasteur, cientista
francês, descobriu microorganismos responsáveis pela deterioração do produto e
que poderiam estar no ar, na água e nos equipamentos. Graças a esse princípio
fundamental, limpeza e higiene tornaram-se fundamentais dentro de uma cervejaria.
O nome de Louis Pasteur é lembrado através do termo "pasteurização",
método pelo qual os microorganismos são inativados através do calor.
Na América
do Sul - séculos antes da chegada dos europeus - os incas já apreciavam uma
bebida similar à cerveja.
Existem registros históricos de leis sobre a cerveja
no mundo. Em 1.770 a.C. o Código de Hamurabi, da Babilônia – o mais antigo
código de leis conhecido - já previa punição com pena de morte àqueles que
diluíssem a cerveja que vendiam. Papiros egípcios, datados de 1.300 a.C.,
também fazem referência ao regulamento da venda de cerveja.
Na idade Média, a
cerveja foi usada como mercadoria de comércio e como moeda para pagamento de
impostos.
A Lei Alemã de Pureza - Reinheitsgebot (pronuncia-se ráin-rráits-gue-bôt, tudo junto)
-
é o mais antigo código de alimentos do mundo. Foi instituída em 1516 pelo duque
Guilherme IV, da Baviera, com o objetivo de regulamentar o processo de
manufatura da cerveja. A Lei Alemã de Pureza estabelece que os únicos elementos
aceitos na fabricação de cerveja são: água, malte, lúpulo e levedura.
No Brasil
a cerveja demorou a chegar, impedida pelos portugueses, que temiam perder o
mercado de seus famosos vinhos. Somente em 1808, a cerveja foi trazida pela
Família Real, de mudança para a nova colônia – apenas porque o Rei não podia
ficar sem sua bebida predileta. Com a abertura dos portos às nações amigas, a
Inglaterra foi a primeira a introduzir a cerveja na colônia.
A bebida consumida
pelos brasileiros era a gengibirra, produzida com farinha de milho, gengibre,
casca de limão e água. Em outra versão, a caramuru – mistura de milho,
gengibre, açúcar mascavo e água, fermentava durante uma semana. Em 1836 o
Jornal do Comércio, do Rio de janeiro, dá a primeira notícia sobre fabricação
comercial de cerveja no Brasil.
Escolas
cervejeiras e suas tradições:
Escola Belga – É a mais livre e criativa de todas, além de produzir cervejas nos
estilos clássicos, a Bélgica produz cervejas que levam frutas, cascas de
frutas, sementes, temperos, condimentos e especiarias na sua composição em
diversos casos.
Escola Alemã – É a mais tradicional de todas as escolas e determina segundo a
Reinheitsgebot
que somente água,
malte, lúpulo e levedura podem ser utilizadas na fabricação da cerveja.
Escola Inglesa/Irlandesa – Em geral, não há uma espeficação de ingredientes
ou normas a seguir, existem sim estilos muito característicos da escola
inglesa/Irlandesa e elas são famosas por serem Ales de baixa carbonatação,
espuma de bolhas grandes, normalmente mais alcoolicas e mais amargas, ou seja,
mais lúpuladas.
Escola Americana- Em principio é uma escola baseada no volume de produção, daí as
american light lager tipo Skol, Brahma, entre outras, as americanas Muller,
Budweiser entre outras, e na grande adição de lúpulos cítricos, como nas
american IPA.
Maiores
Produtores
1º
- China
2º
- Estados Unidos
3º
- Brasil
4º
- Rússia
5º
- Alemanha
Países
que mais consomem
1º
Lugar - República Tcheca - 165L/Hab.
2º
Lugar - Irlanda - 155L/Hab.
3º
Lugar - Alemanha - 119L/Hab.
4º
Lugar - Inglaterra - 97L/Hab.
5º
Lugar - Áustria - 95L/Hab.
6º
Lugar - Bélgica - 92L/Hab.
29º
Lugar - Brasil - 47L/Hab.
Aleña Bier por Abel Netto.
Aleña Bier por Abel Netto.

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